JUSTIÇA DE SP SOLTA ASSASSINOS DE LAURA VERMONT

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laura-vermontA Justiça de São Paulo revogou neste mês as prisões dos cinco réus acusados de agredir e matar a socos e pauladas a travesti Laura Vermont, de 18 anos, durante uma briga em 20 de junho na Zona Leste da capital. A informação consta no site do Tribunal de Justiça (TJ).

De acordo com o processo que apura as eventuais responsabilidades pelo crime de assassinato, a juíza Érica Aparecida Ribeiro Lopes e Navarro Rodrigues expediu alvarás de soltura para Van Basten Bizarrias de Deus, Iago Bizarrias de Deus, Jefferson Rodrigues Paulo, Bruno Rodrigues de Oliveira e Wilson de Jesus Marcolino. Eles têm idades que variam de 20 a 25 anos.

Os Jefferson e os irmãos Van Basten e Iago haviam sido presos em julho pela Polícia Civil. Bruno e Wilson eram considerados foragidos até então, mas teriam sido detidos posteriormente. Com a decisão da magistrada, porém, o quinteto poderá responder ao homicídio em liberdade até um eventual julgamento. A decisão é de 11 de agosto.

Nela, a juíza justificou a suspensão da prisão dos cinco rapazes alegando que “não havendo indícios de que os acusados tenham procurado furtar-se à sua responsabilização criminal ou prejudicar a instrução probatória, pois confessaram a prática do delito e individualizaram suas condutas, entendo cabível a substituição da custódia preventiva pelas seguintes medidas cautelares”.

Entre as medidas cautelares que os cinco réus terão de cumprir estão: permanecerem em São Paulo; não frequentarem bares ou casas noturnas que vendam bebidas alcoólicas; não saírem de suas residências à noite e nos finais de semana; além de não procurararem testemunhas e parentes de Laura.

Eles foram denunciados no mês passado pelo Ministério Público (MP). Posteriormente, a Justiça aceitou a acusação de homicídio contra eles, que passaram a figurar como réus no processo.

Segundo o 32º Distrito Policial (DP), que investiga o caso, câmeras de segurança de uma padaria gravaram a briga entre os cinco rapazes e a travesti.

Os réus teriam confessado participação nas agressões a Laura após um desentendimento, quando ela passava na rua. A investigação descartou a possibilidade de o crime ter sido motivado por homofobia.

Para a polícia, mesmo tendo reagido a ofensas antes de ser covardemente espancada, a morte da travesti decorreu de um desentendimento entre os envolvidos. Parentes de Laura discordaram da apuração policial; para eles e para nós o crime foi um ataque homofóbico.

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Fonte G1 – Veja materia completa aqui