GRUPO DE EXTERMÍNIO PODE ESTAR POR TRÁS DE ASSASSINATOS DE HOMOSSEXUAIS EM MG

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Helton Ivo Botelho da Cunha
Guilherme Duarte Pagotto
Guilherme Duarte Pagotto

Os assassinatos de dois homossexuais em menos de 20 dias em Uberlândia está preocupando a comunidade LGBT na cidade. Na manhã deste domingo (13), Helton Ivo Botelho da Cunha, de 36 anos, foi encontrado morto nas margens do rio Tijuco, na rodovia MGC-455, e no dia 26 de outubro, o corpo de Guilherme Duarte Pagotto, de 23 anos, foi encontrado na mesma rodovia. As investigações ainda estão em andamento e a polícia não confirma relação entre os crimes, mas considera como uma das hipóteses a relação com a orientação sexual das vítimas.

Para o fundador do grupo Associação Homossexual de Ajuda Mútua (Shama) e coordenador do Núcleo de Diversidade da Prefeitura de Uberlândia, Marcos Martins, a situação é preocupante. “Estamos todos estagnados e assustados com tudo isso. A gente está trabalhando com a hipótese de extermínio”, afirmou.

Segundo Martins, os casos devem ser tratados como preconceito. “A polícia fala em homicídio e não cita homofobia. Mas é ela que está embutida nesses três assassinatos, esses crimes de ódio com requinte de violência”, disse, citando, além dos casos de Guilherme Pagotto e Helton Cunha, a morte do cabeleireiro Maximiliano de Oliveira, de 47 anos, registrada no dia 31 de outubro.

“Falaram em suicídio, mas os familiares me relataram que a cena da morte dele (Maximiliano) também era de homicídio”, afirmou. De acordo com Martins, o cabeleireiro havia marcado um encontro em um aplicativo momentos antes de ter sido encontrado morto em seu salão. “O mais urgente é alertar a todos dos perigos desse tipo de aplicativo, para a comunidade em geral”, afirmou Martins.

Fonte:correio de uberlandia